segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

KING CRIMSON

KING CRIMSON

Na primavera de 1969 os King Crimson começaram a ganhar fama underground à custa de actuações explosivas. Proveniente da Inglaterra, o grupo constituído por Robert Fripp (guitarra), Greg Lake (voz, baixo), Ian McDonald (saxofone, flauta, mellotron), Michael Giles (bateria), e Peter Sinfield (letrista), evidenciava uma espantosa qualidade técnica e uma incrível maturidade musical. Quando lançaram o seu primeiro disco receberam rasgados elogios de críticos e público em geral, porém mais surpreendentemente de vários pares da comunidade musical. O som do grupo assentava numa união da energia e improvisação do jazz com a música pop, aliado a um imaginário literário muito bem construído por Pete Sinfield. No entanto, toda esta adoração e pressão daí resultante foi demais para Ian McDonald e Michael Giles que, pouco depois, anunciaram a sua saída do grupo. Em estado de choque Fripp tentou convencê-los a ficar, sem sucesso. Greg Lake, sentindo que o grupo se estava a desmoronar, iniciou conversas com um pianista prodigioso chamado Keith Emerson, com vista a formar um novo grupo. Entretanto as gravações do segundo disco começavam com Giles, Lake, Fripp, e Mel Collins (saxofone, flauta) a substituir McDonald. Previsivelmente Giles e Lake anunciaram a sua saída definitiva após o fim das gravações. Giles juntar-se-ia a McDonald, junto do qual gravaria apenas um disco. Lake formaria o bombástico grupo de rock progressivo, Emerson, Lake & Palmer, em conjunto com Keith Emerson e Carl Palmer. A Fripp cabia a decisão de continuar ou cessar actividade, tendo o músico optado pela primeira. Para o grupo entrariam Gordon Haskell (baixo, voz) e Andy McCulloch (bateria). Tanto Haskell como McCulloch sairiam ao fim de um disco, sendo substituídos por Boz Burrell e Ian Wallace, respectivamente. Wallace e Burrell abandonariam o conjunto um ano depois, deixando Fripp com a difícil tarefa de tentar ressuscitar a banda. Desta vez a ruptura seria mais grave já que o letrista Peter Sinfield daria por terminada a sua colaboração com o grupo. Em 1973 Robert Fripp convencia Bill Bruford (na altura baterista dos Yes) a formar uma nova banda em conjunto com o baixista/vocalista John Wetton (baixo, voz), o violinista David Cross, e o excêntrico percussionista Jamie Muir. Esta nova versão apostava fortemente num rock experimental. Muir não permaneceu por muito tempo e Cross abandonou o grupo no espaço de um ano. Em 1974, depois de gravado o disco Red no formato de trio (Fripp, Wetton, Bruford, e contando com uma pequena participação de Ian McDonald), Robert Fripp anunciou o fim do grupo. Surpreendentemente, nos anos oitenta os King Crimson voltariam a renascer, desta vez com Andrew Belew (voz, guitarra), Tony Levin (baixo), Robert Fripp (guitarra, teclas), e Bill Bruford (bateria). Este quarteto gravaria três discos que misturavam a música new wave e mantinham uma tendência experimental. Depois de um período de silêncio o grupo voltaria em 1994, desta vez no formato de sexteto. A nova versão do grupo contava com Trey Gunn (uma espécie de baixista, na guitarra Warr), e um baterista com tendências electrónicas, Pat Mastelotto. Desta vez a ênfase estava na produção de um rock dinâmico onde a guitarra eléctrica assumia um papel preponderante. As saídas de Bruford e Levin, pouco depois, não afectariam a contínua evolução e elevada fasquia de qualidade que o grupo manteve até aos dias de hoje. Um raro caso de qualidade constante, os King Crimson são dos maiores impulsionadores do rock progressivo e da música experimental de sempre.

MUSICAS:
ALBUM: "IN THE COURT OF THE CRIMSON KING"--1969

http://www.4shared.com/file/85258267/5b0156b8/01_-_21st_Century_Schizoid_Man.html


http://www.4shared.com/file/85260992/22b20326/02_-_I_Talk_To_The_Wind.html


http://www.4shared.com/file/85264067/55f347be/03_-_Epitaph.html


http://www.4shared.com/file/85352757/d206f451/04_-_Moonchild.html


http://www.4shared.com/file/85383081/cba89a78/05_-_the_court_of_the_crimson_king.html

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